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Notícias | Mundo do Poker

Uma Revisão de Ghosts at the Table

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A história do poker está repleta de contos e personagem que deram ao jogo este charme único. Nomes como Wild Bill Hickock, Puggy Pearson e Stu Ungar invocam imediatamente imagens do jogo no passado, e nos permite ver a evolução dos jogadores de poker, em termos de estilo e substancia. Em Ghosts at the Table, Des Wilson tratou de tentar compreender as quatro “eras” do poker, que ele define sendo 1) o poker no velho-oeste, 2) a época dos Texan Road Gamblers, 3) a era Las Vegas e 4) o crescimento da internet e a febre Moneymaker. Em grande parte, seus esforços foram bem-sucedidos para prover ao leitor uma experiência agradável e divertida.

Wilson foi fundo ao tentar trazer a verdade sobre muitas das bem-conhecidas lendas do poker. Primeiro o vemos em Deadwood, examinando talvez a mais famosa mão de poker da história, a “mão do homem morto” de Wild Bill Hickcock, Ases e Oitos. Aprendemos rapidamente que Wilson não se contentará em repetir as estórias que todos os jogadores de poker já ouviram, ele irá o mais longe possível para tentar descobrir a “verdadeira” estória.

Infelizmente, quando se trata de história, as verdadeiras provas são elusivas. Porque, exatamente, Wild Bill foi assassinado? Qual era a quinta carta nesta mão? Quais Ases e quais oitos eram? Wilson vai o mais longe possível tentando responder todas estas perguntas, e outras, conclusivamente, mas apesar de seus grandes esforços, muitas vezes ele fica desejando que a verdade fosse fácil de dissecar. Não importa, já que a tentativa compensa e torna as estórias agradáveis de acompanhar.

Após Deadwood, Wilson vai para outra parte do velho-oeste, na época de Wyatt Earp, e os contos de jogador do homem da lei. Depois, ele viaja até o Texas, falando dos lendários Texan Road Gamblers. TJ Cloutier, Doyle Brunson, Amarillo Slim, Crandell Addington e Carl McKelveu são apenas alguns dos lendários jogadores que descrevem o jogo naquela época, o que não é muito diferente do velho-oeste. O que mudou foi o tamanho das armas e carros ao invés de cavalos.

Wilson então chega a Las Vegas com o capítulo sobre dois homens que ele chama de “O Poderoso Chefão – Parte I” e “O Poderoso Chefão – Parte II”, Benny Binion e Doyle Brunson. Enquanto muitas das histórias destas duas lendas do poker são bastante conhecidas, Wilson traz novas perspectivas, dos dois citados e de outros, para relembrar fatos sobre estes dois gigantes do jogo.

Ainda na parte sobre Las Vegas, Wilson foca muito de sua atenção na World Series of Poker. Após uma discussão esclarecedora sobre a origem da Serie, o que irá surpreender aqueles que sempre presumiram que veio como resultado direto do famoso embate heads-up entre Johnny Moss e Nick the Greek (que pode ou não ter acontecido), Wilson escreve ainda sobre um número selecionado de melhores/mais influentes Main Events da história da WSOP. O livro atinge o auge no capítulo do autor sobre o confronto entre Hal Former e Bobby Hoff em 1979, e o subseqüente completo desaparecimento de Fowler. O trabalho que Wilson teve para escrever este livro está evidente aqui, pois entre sua entrevista com Bobby Holff e suas tentativas incansáveis de descobrir o que aconteceu com Hal Fowler, nós podemos ver tudo que havia de certo e errado sobre o jogo. Este capítulo sozinho paga o preço do livro.

Se há alguma fraqueza no livre, sem contar os erros técnicos (por exemplo: Wichita não é a capital do Kansas e o nome do Sr. Kotter é Kaplan, e não Kaplin) acontece na última parte, quando Wilson tenta examinar a era da internet e a era pós Moneymaker. Não é nenhuma falha do autor, mas devido a dificuldade de colocar um novo fenômeno em seu lugar no contexto histórico. Por exemplo, ele é forçado a fazer escolhas sobre quem colocar na sua discussão sobre mulheres no poker. Então, enquanto temos jogadoras como Jennifer Harman, que joga regularmente o “big game”, co-autora do Super System II, e que estará certamente ao passar dos anos como uma figura influente no jogo, não podemos dizer o mesmo sobre a inclusão de Isabelle Mercier, somente por escolher jogadoras a esmo. Há também pouca coisa escrita sobre o poker na internet, além da breve observação sobre o quão rápido os jogadores se desenvolvem e alguma discussão sobre a UIGEA.

Wilson tenta trazer todo o livro em perspectiva ao “jogar” com todos os fantasmas que ele descreveu em suas páginas, e sentando como participante na World Series of Poker 2007, para jogar o Main Event.

Para aqueles que procuram entretenimento, uma revisão sobre a história do poker, Ghosts at the Table não irá desapontar. Você com certeza aprenderá coisas novas sobre as pessoas que já lhe são familiares, e lerá sobre partes históricas do jogo que provavelmente nem sabia que existia. É um belo livro para qualquer jogador de poker, novato ou veterano, altamente recomendável.